O mercado de automóveis é às vezes um tiro no escuro. A Volkswagen lançou o Gol, e fez um sucesso absurdo, a Fiat lançou o Uno, e foi outro recorde de vendas durante anos. A GM lançou o Chevette, e não conseguiu os mesmos números. Por quê? É difícil de dizer, já que os carros tinham atributos e precedentes parecidos.
Quando a GM remodelou o Corsa no Brasil, tal qual ele é hoje, em 2001/2002, a Ford havia remodelado o Fiesta, a Volks ainda arrancava suspiros com o Gol G3 e começava o Fox, e a Fiat arrebentava com o Palio, em sua segunda geração. Só que a Chevrolet não conseguiu alcançar (com o Corsa Hatch) os números de seus concorrentes diretos. Por quê? Talvez por falta de planejamento, talvez pelo design. O fato é que não há uma explicação concreta pra isso. Há diversos fatores que culminaram pra que o Corsa fosse um carro de sucesso, mas que ainda sim vendesse menos que seus rivais.
Todas as montadoras com seus carros compactos lançaram motorizações entre 1.0 e 2.0; e o Corsa estava junto com seu motor 1.0, e o 1.8 da Powertrain. Todos sempre tiveram a mesma gama de acessórios, todos compartilham os números semelhantes de espaço e dimensões. O design, se não é algo que agrada (o que particularmente eu discordo), ele também não é muito diferente dos outros, tanto pela lanterna traseira superior, semelhante ao Fiesta, tanto pelo formato arredondado, semelhante ao Fox, quanto pela frente em cunha, semelhante ao Palio.
A grande sacada das outras montadoras, e talvez a derrocada da GM foi o lançamento da motorização intermediária. O Brasil caminhava para não dar mais o incentivo às motorizações 1.0, e as outras montadoras começaram a explorar os motores 1.3, 1.4, 1.5, 1.6, com seus respectivos cabeçotes 16 válvulas em alguns casos. Enquanto a GM dava fim à produção do seu motor 1.4 mpfi para o mercado brasileiro – esse motor continuou a ser produzido para a América Latina. A Chevrolet perdeu o timing dessa estratégia, e só lançou o motor 1.4 reformulado no Prisma, o Celta sedan da segunda geração. E então após a consagração desse motor, é que ele foi difundido no Corsa e sua família. Chegou atrasado.
Está fazendo um sucesso como nunca fez antes, mas chegou atrasado. O motor ainda vai durar bons anos, talvez até em outros carros, mas o Corsa já não é o mesmo, e mostra seus sinais de cansaço.
O Corsa hoje é um ótimo carro, com seu custo/benefício elevado, já que o preço dele está bastante em conta. Na versão de entrada Joy, ele fica ao preço de um carro de categoria inferior, mas se for apostar na compra de um Corsa, leve o Maxx, versão intermediária, que já vem com ar-quente, desembaçador e limpador traseiro, rodas aro 14, e direção hidráulica. Ainda há a versão Premium, que é mais completa, e não está mais restrita somente a motorização 1.8 como era antes. A menos que queira levar a versão Joy, não leve o motor 1.0 VHC, que apesar de muito bom (posso dizer que é o melhor motor 1.0 da atualidade), está com o preço muito próximo do motor 1.4, que é indiscutivelmente melhor: são mais de 100 cavalos, anda próximo do 1.8 (não com o mesmo torque, obviamente), e consome tanto quanto o 1.0.
Esse hatch é um carro que não aparenta ser o que é. É verdade que ele empobreceu dentro dos últimos seis anos, perdeu alguns acessórios, e diminuiu a qualidade de alguns materiais, mas ainda sim é dono de um espaço interno e porta-malas razoável, suficiente para quem adquire um compacto. Sua suspensão, se não é tão bem acertada quanto à do Fiesta, pelo menos não é dura como a do Gol, nem tão mole como a do Palio. Os opcionais ar e direção são ótimos e cumprem sua função perfeitamente: não deixe de colocar esses itens ao comprar, ou você pode se arrepender.
É um carro confortável, e gostoso de dirigir. Sua direção tem respostas diretas, e a carroceria não pensa duas vezes em acompanhar as decisões do motorista. Seu acelerador tem respostas rápidas, e não fica processando a informação de que você quer sair de um semáforo, como num Palio, por exemplo. O isolamento acústico não é seu forte (como de todo compacto), mas o barulho do motor é um tanto instigante – longe de ter desempenho esportivo, mas suas marcas de 0 a 100 km/h, e velocidade máxima ficam bem acima de seus concorrentes.
A qualidade do material caiu, é verdade, e isso é possível verificar na forração das portas, mas em compensação, ainda por diminuição de custos, algumas peças são divididas com carros de categoria acima. É o caso do motor de arranque, que se não é o mesmo do Astra, é do mesmo fabricante, e possui um som agradável ao ligar o motor: não se escuta aquele nheco-nheco conhecido, é um som mais elaborado, e funciona melhor.
De resto, ele é um carro muito bom, mas sempre na média. A Chevrolet não deve ficar para trás para lançar seu substituto. Espera-se que ela também não espere para ampliar a gama do motor 1.4, que promete tanto sucesso para o futuro.
Quando a GM remodelou o Corsa no Brasil, tal qual ele é hoje, em 2001/2002, a Ford havia remodelado o Fiesta, a Volks ainda arrancava suspiros com o Gol G3 e começava o Fox, e a Fiat arrebentava com o Palio, em sua segunda geração. Só que a Chevrolet não conseguiu alcançar (com o Corsa Hatch) os números de seus concorrentes diretos. Por quê? Talvez por falta de planejamento, talvez pelo design. O fato é que não há uma explicação concreta pra isso. Há diversos fatores que culminaram pra que o Corsa fosse um carro de sucesso, mas que ainda sim vendesse menos que seus rivais.
Todas as montadoras com seus carros compactos lançaram motorizações entre 1.0 e 2.0; e o Corsa estava junto com seu motor 1.0, e o 1.8 da Powertrain. Todos sempre tiveram a mesma gama de acessórios, todos compartilham os números semelhantes de espaço e dimensões. O design, se não é algo que agrada (o que particularmente eu discordo), ele também não é muito diferente dos outros, tanto pela lanterna traseira superior, semelhante ao Fiesta, tanto pelo formato arredondado, semelhante ao Fox, quanto pela frente em cunha, semelhante ao Palio.
A grande sacada das outras montadoras, e talvez a derrocada da GM foi o lançamento da motorização intermediária. O Brasil caminhava para não dar mais o incentivo às motorizações 1.0, e as outras montadoras começaram a explorar os motores 1.3, 1.4, 1.5, 1.6, com seus respectivos cabeçotes 16 válvulas em alguns casos. Enquanto a GM dava fim à produção do seu motor 1.4 mpfi para o mercado brasileiro – esse motor continuou a ser produzido para a América Latina. A Chevrolet perdeu o timing dessa estratégia, e só lançou o motor 1.4 reformulado no Prisma, o Celta sedan da segunda geração. E então após a consagração desse motor, é que ele foi difundido no Corsa e sua família. Chegou atrasado.
Está fazendo um sucesso como nunca fez antes, mas chegou atrasado. O motor ainda vai durar bons anos, talvez até em outros carros, mas o Corsa já não é o mesmo, e mostra seus sinais de cansaço.
O Corsa hoje é um ótimo carro, com seu custo/benefício elevado, já que o preço dele está bastante em conta. Na versão de entrada Joy, ele fica ao preço de um carro de categoria inferior, mas se for apostar na compra de um Corsa, leve o Maxx, versão intermediária, que já vem com ar-quente, desembaçador e limpador traseiro, rodas aro 14, e direção hidráulica. Ainda há a versão Premium, que é mais completa, e não está mais restrita somente a motorização 1.8 como era antes. A menos que queira levar a versão Joy, não leve o motor 1.0 VHC, que apesar de muito bom (posso dizer que é o melhor motor 1.0 da atualidade), está com o preço muito próximo do motor 1.4, que é indiscutivelmente melhor: são mais de 100 cavalos, anda próximo do 1.8 (não com o mesmo torque, obviamente), e consome tanto quanto o 1.0.
Esse hatch é um carro que não aparenta ser o que é. É verdade que ele empobreceu dentro dos últimos seis anos, perdeu alguns acessórios, e diminuiu a qualidade de alguns materiais, mas ainda sim é dono de um espaço interno e porta-malas razoável, suficiente para quem adquire um compacto. Sua suspensão, se não é tão bem acertada quanto à do Fiesta, pelo menos não é dura como a do Gol, nem tão mole como a do Palio. Os opcionais ar e direção são ótimos e cumprem sua função perfeitamente: não deixe de colocar esses itens ao comprar, ou você pode se arrepender.
É um carro confortável, e gostoso de dirigir. Sua direção tem respostas diretas, e a carroceria não pensa duas vezes em acompanhar as decisões do motorista. Seu acelerador tem respostas rápidas, e não fica processando a informação de que você quer sair de um semáforo, como num Palio, por exemplo. O isolamento acústico não é seu forte (como de todo compacto), mas o barulho do motor é um tanto instigante – longe de ter desempenho esportivo, mas suas marcas de 0 a 100 km/h, e velocidade máxima ficam bem acima de seus concorrentes.
A qualidade do material caiu, é verdade, e isso é possível verificar na forração das portas, mas em compensação, ainda por diminuição de custos, algumas peças são divididas com carros de categoria acima. É o caso do motor de arranque, que se não é o mesmo do Astra, é do mesmo fabricante, e possui um som agradável ao ligar o motor: não se escuta aquele nheco-nheco conhecido, é um som mais elaborado, e funciona melhor.
De resto, ele é um carro muito bom, mas sempre na média. A Chevrolet não deve ficar para trás para lançar seu substituto. Espera-se que ela também não espere para ampliar a gama do motor 1.4, que promete tanto sucesso para o futuro.
- Vinícius Esgalha, feliz ex-proprietário de um Corsa Hatch Maxx VHC.

Hoje os tempos são outros. O Kia Sportage divide a mesma plataforma, mesmo motor e outros itens com o Hyundai Tucson. Na essência, eles são o mesmo carro. Visualmente o Kia tem mais personalidade, mas mesmo assim não chega a ser autêntico. A diferença de valores entre os dois é mínima, menos de 5 mil reais, sendo que o Kia traz a mais a tração 4x4 (no Tucson, você tem que pagar pela versão GLS para ter esse opcional). De resto, os dois são carros muito bons, o motor é o mesmo 2.0 16V (ambos tem opção de motor 2.7 V6), e também têm 5 anos de garantia.

Pontos positivos: São vários, a começar do espaço interno. Quem procura um hatch médio, está querendo um motor que não seja de mil cilindradas, que tenha um bom espaço interno, um porta-malas suficiente pra viagens, design diferenciado e seu devido status. O Focus entrega tudo isso, muitas vezes melhor que seus concorrentes, e por um preço competitivo. Quer espaço interno? Ele tem muito, e só perde pro Peugeot 307, que tem um quê de minivan. Quer porta-malas? Ele tem 350 litros que não faz feio diante de muito sedan. Novo Civic sente vergonha perto dele. Motor está na média dos seus concorrentes: 1.6 8 válvulas, com 112 cavalos (com álcool), mas seu trunfo está no câmbio. A Ford ainda tem no câmbio do Focus o conceito 4+E (quatro marchas, mais uma estendida), que talvez não seja tão notório quanto era no saudoso Escort, mas faz bonito: se nas arrancadas ele não chega a impressionar, ele não faz feio perto dos concorrentes e ainda anda na frente do VW Golf, que se diz esportivo, e no final das contas, é o mais econômico, fazendo mais de 11 km/l com álcool em média. Acabamento é algo que nenhum dono pode reclamar, já que os materiais empregados são de boa qualidade, superiores até do que o Novo Vectra (não acredita? Pode conferir!), além de bem encaixados, e botões com acabamento emborrachado, que agrada ao toque. Sem contar que o Focus é digno de aplausos no quesito dirigibilidade, tanto por dentro quanto por fora. Por dentro são os botões e comandos sempre à mão, volante de quatro raios do tamanho certo, com ajuste de altura e profundidade de série, o câmbio que pode ser encarado como confortável, mas tem seus pontos garantidos com a esportividade, e o baixíssimo ruído interno. Por fora contam a favor os pneus 195/65 com raio 15, que grudam no chão e cantam grosso quanto chamados além do limite, e os amortecedores, referência no mercado, que deixam ele confortável para as ruas esburacadas e firmes para as curvas mal projetadas (que a gente adora) das nossas rodovias.






